Arquivos de: janeiro 2010


pensando moda – Couture: Armani Privé and Givenchy

29 de janeiro 2010  

Continuando os posts sobre a semana de Alta Costura, apresento hoje as propostas das maisons: Armani e Givenchy.
Armani Privé comandada por Giorgio Armani, uma das poucas marcas que ainda possui o seu fundador na direção criativa teve como referência: A lua. Os materiais eram luminosos e muitas vezes transparentes.
A silhueta foi desdobrada em diversos momentos, no primeiro bloco – ombros levemente volumosos são equilibrados com as estruturas rígidas dos tailleurs e ternos, no segundo instante são languidas e assimétricas, no terceiro momento representado por apenas 1 look, encontro a silhueta circular e cheia. Já o quarto trouxe os volumes em forma de trapézios. Seriam as fazes da lua em exercício de formas e volumes? A cheia é a que mais me encanta, por seus valores simbólicos e por sua solução estética. É a poética da Maison.
Riccardo Tisci assina a criação da Maison Givenchy que também teve o momento tailoring (alfaiataria) com finalização dos vestidos coquetéis, dignos de passagem ao mais refinado tapete vermelho. Sua cartela de cor vibrante, entre eles o azul Royal e o roxo estão em sintonia com as cores que vimos no inverno do SPFW. As plumas idem. É uma coleção extremamente sofisticada que trouxe algumas referencias do próprio arquivo da marca, disse Tisci para o Style.com

  

  

Mariana Rachel Roncoletta

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pensando moda – Haute Couture por Gaultier

29 de janeiro 2010  

As relações entre cinema e moda são muito estreitas, uma área está em constante contato com a outra. Durante a Semana de Alta Costura, o infant terrible Jean Paul Gaultier disse ter se inspirado no filme Avatar de James Cameron.
O que quero esclarecer neste post é que mesmo com uma referencia cinematográfica tão rica quanto o filme, o couturier usou o filme como referência, isto é, a coleção em si se constrói da leitura e consequentemente dos desdobramentos que Gaultier fez do filme, uma das relações está na America Latina, em especial na cultura Asteca. Este é um processo que acontece em todas as semanas de moda, e claro não só na moda.
Para quem já viu o filme Avatar, as referências são sutis, para quem conhece um pouco da America Latina consegue enxergar claramente estes desdobramentos. Observe as criações.

 

 

Por Mariana Rachel Roncoletta

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pensando moda – Couture: Dior and Chanel

27 de janeiro 2010  

Dior
Já começou a Semana de Alta Costura de Paris. A Maison Dior, uma das primeiras a apresentar sua coleção que veio mais comportada, foi inspirada nos esportes eqüestres. São trajes que passeiam entre a rigidez do esporte no começo do século XX e os vestidos de noite de cetim que o glamour dos anos 50 fotografados por Cecil Breton para a Vogue francesa.

 

 

Chanel
É a primeira vez, em toda a sua carreira que Karl Lagerfeld faz uma coleção sem preto ou influências navy. A cartela de cores para a Chanel Couture é apenas prata com tons pasteis o que deu a coleção um ar futurista, mas não se engane, Karl jamais seria tão literal. Sua referências passeiam pelo rococó e pelo romantismo.
Confira as imagens e delicie-se com as novidades do universo mais personalizado do mundo fashion, afinal, cada look é exclusivo e deve ser confeccionado nas medidas da cliente.

 

 

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pensando moda – Filtros por Isabela Capeto

26 de janeiro 2010  

Filtrar o que existe de melhor em cada coisa, em cada um! Dizia o release da marca. Em tempos de internet, twitter, youtube o excesso do acesso a informação é gigantesco. Como fazer para armazenar, ou melhor, peneirar tanta informação simultânea. O que será que é realmente irrelevante?
Deste questionamento da era da informação nasce a coleção de Capeto que trabalhou o excesso nas texturas: veludo, cetim, musseline e palha de seda, renda, tule, tafetá, linho, sarja, flanela, tricoline, malha e tapeçaria. A cartela de cores também é vasta: tomate, pêssego, cereja, jade, chocolate, dijon, marinho, ametista, preto e branco.
Seus looks mantêm a marca registrada no trabalho artesanal e na qualidade das peças com bons cortes e boas proporções. A imagem de inverno veio mais densa e pesada com muita informação, muitas cores, muitas texturas e muitas sobreposições.
O styling extremamente carregado atrapalhou a riqueza das peças, faltou filtro na imagem da coleção.
 
 

Mariana Rachel Roncoletta
Fotos: agencia Fotosite

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pensando moda – O vôo de Lino Villaventura

26 de janeiro 2010  

O pássaro foi minha inspiração, o meu começo, me disse Lino nos bastidores. “Eu sempre gostei de pássaros, de penas e plumas, acho que já usei todas as penas.”
É difícil dizer quando um processo criativo se inicia e até mesmo quando ele termina, o processo é isso um processo em constante mutação. No trabalho do Lino, vejo constantemente este processo. Suas temáticas mudam, mas a sua essência, o que chamamos de estilo, não.
O trabalho artesanal é impecável com tecidos transparentes, seda e aramados. O inverno que começa negro numa sobreposição de volumes e matérias primas termina colorido numa profusão de tons fortes e vibrantes. Os chapéus são esculturais e os sapatos, um diferente do outro são um espetáculo à parte.

 

 

Mariana Rachel Roncoletta
Fotos: agencia Fotosite

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REVISTA LUXE – DEZ/JAN/FEV

25 de janeiro 2010  

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pensando moda – Mulheres dragões para Animale

21 de janeiro 2010  

O avanço do futuro versus o desgaste do tempo foi o tema da marca. A busca pela tecnologia de ponta, um repertório recorrente da marca se manifestou nas estampas fotográficas tridimensionais, cortes lapidados, fendas feitas à laser, lã com aspecto de feltro, camurça com textura de lã, couro estampado com nanocorantes e beneficiamento resinado.
As silhuetas próximas ao corpo e assimétricas eram acompanhadas, na maioria dos looks, por espinhos de silicone que deram um ótimo efeito na passarela e são excelente material fotográfico para os editoriais de moda.
O que se cochichava na sala de desfile, era: como será que a coleção vai para a loja? Vou explicar: as imagens do desfile são de mulheres dragões, com seus espinhos saltitando do corpo. Estas peças, louváveis tenho que acrescentar (eu adquiria e usaria com certeza), provavelmente não chegarão a loja e nem serão desdobradas em looks mais fáceis de vender, o que vai causar uma certa confusão na imagem da marga.
Não me entendam mal, sou completamente a favor de desfiles interessantes, intrigantes, da busca por novos e/ou diversos caminhos, mas tudo isto tem que estar em completa sintonia com a essência da marca.
Todo marca possui manifestações que são mensagens simbólicas. O desfile é uma destas manifestações, o espaço virtual e físico (vitrine, loja etc.) são outras, os produtos em si transmitem outras mensagens. Para que não exista confusão no que chamamos DNA da marca, as mensagens devem estar em sintonia, o que provavelmente não acontecerá na loja da Animale.
É uma infelicidade, porque a marca possui uma busca incansável pela tecnologia através do vestuário, e ao meu ver deveria trazer estes preciosos achados as suas consumidoras também.

  

  

Mariana Rachel Roncoletta
Fotos: Agencia Fotosite

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pensando moda – A nobre elegância da Huis Clos

21 de janeiro 2010  

Do baú de nossas avós, do fundo dos armários surgiu a leve coleção de Sara Kawasaki para Huis Clos. Este inverno é leve, nas cores off white, cinza e camelo, com exceção de algumas peças pretas. O clima é de fotografia em sépia, antiguinha.
O trabalho com os tecidos é delicado – uma lease de lã foi elaborada exclusivamente para a marca. Também apareceram fios de camelo penteado formando ombreiras e pelerines. O cetim adamascado e as franjas também celebram as memórias de nossos antepassados.
É uma coleção muito leve, elegante e contemporânea para mulheres extremamente chics. Esta é a essência da marca que busca a inovação sem jamais deixar a elegância de lado.
 
 

 

Mariana Rachel Roncoletta
Fotos: agencia Fotosite

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pensando moda – Tensão é diretriz de Ikezili

21 de janeiro 2010  

Uma das mais jovens designers do SPFW apresentou sua coleção com tensão. Explico: sua temática era um passeio entre a arte figurativa e a linguagem de Mira Schendel, Kumi Yamashita e Fred Eerdekens.
Esta tensão também está presente na gaze artesanal, onde os fios vinhos foram martelados entre os crus. Os outros tecidos foram: a seda primitiva, algodão e malhas de linho e viscose. Para as cores: o vinho, verde água, cinza, cru e pêssego.
A modelagem é uma brincadeira entre as referências 80´ do trapézio invertido, com as anáguas 40, ajustadas, tudo para provocar um ar kitsch mais sofisticado, me disse no backstage.
 
 

Mariana Rachel Roncoletta 
Fotos: agencia Fotosite

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pensando moda – Energia limpa para Gloria Coelho

21 de janeiro 2010  

A natureza macro e micro é o tema da designer para este inverno 2010 que foi explorado através da energia limpa, da física quântica, dos fractais e da visão de seu patrocinador: BMW Vision.
Estas questões relacionadas à ciência se transformam em silhuetas arquitetônicas futurista confeccionada em cetim de seda, crepe de acetato, tafetá e jersey de seda. As plumas de avestruz finalizaram o catwalk. Os bordados são um mix de cristais e pérolas com a assinatura Swarovski.
Seu desfile, muito mais enxuto – com 26 looks pontuais mostrou uma coleção coesa e concisa, com experimentação nas modelagens e acabamento impecável. Os deslizes das fitas de cetim pesado que se desviam do caminho são milimetricamente formatadas.
 
 

Mariana Rachel Roncoletta
Fotos: agencia Fotosite

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